“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”. A frase atribuída a Ray Kroc, fundador do McDonald’s, empresa que ensinou ao mundo o que é trabalho em equipe, permanece mais atual do que nunca. Quem quiser andar com as próprias pernas dificilmente chegará longe.
As startups estão aí para provar isso: se especializando em atividades de nicho e soluções específicas com o objetivo de atuar em searas que empresas grandes não dominam, elas têm registrado crescimento exponencial. Só em 2021, de acordo com a plataforma Sling Hub, houve um aumento de 200% no volume aportado nas startups brasileiras. A essência é uma só: ser especialista em algo para ajudar quem é especialista em outro assunto, garantindo que haja uma convergência.
Em outras palavras, parcerias entre empresas, conexões, network e troca de experiência são os fatores responsáveis por alavancar os resultados de uma empresa. E tudo isso não acontece necessariamente dentro do ambiente interno da organização, pode – e deve – começar a partir da disponibilidade e do ambiente em que cada empresa se coloca.
A nova economia traz a oportunidade de empresas se instalarem em ambientes compartilhados, coworkings ou hubs que se tornam verdadeiros centros de trocas, parcerias e aceleração de novas ideias. Os espaços de trabalho passam, então, a reunir diferentes organizações que têm o objetivo de, juntas, gerar impacto no mercado.
Por exemplo, na Mango Tree, um coworking no centro de São Paulo, empresas de diversos setores, com colaboradores que carregam histórias de vida, experiências e culturas diferentes, convivem de forma positiva e em constante troca. O espaço ainda oferece uma agenda de encontros e workshops que promove a integração.
Além disso, um ambiente de trabalho descontraído e bem decorado melhora a produtividade e os resultados dos colaboradores. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia mostrou que um trabalhador feliz é, em média, 31% mais produtivo e três vezes mais criativo. Outro estudo, desta vez feito pela Universidade de Queensland, na Austrália, apontou que apenas o fato de ter plantas na decoração do ambiente pode aumentar a produtividade em até 15%.

O espaço Compartilhado Mango Tree tem uma árvore decorativa no centro
Portanto, quando uma empresa se coloca em um ambiente de troca, capaz de incrementar experiências e alavancar ideias, e que ao mesmo tempo oferece conforto e satisfação às partes integrantes, a probabilidade de sucesso é muito maior. Afinal, ter foco nas metas e buscá-las a todo instante é algo que trará satisfação para o grupo como um todo.
O ganha-ganha nas parcerias entre empresas
Diante de uma realidade em que no dia a dia da empresa as ações coletivas e a empatia são exercitadas, o terreno para a construção de parcerias entre empresas se torna fértil. Seja parcerias de serviços internos que diminuam custos e melhoram a efetividade ou de produtos que poderão ser oferecidos ao cliente para agregar valor, no final todos saem ganhando.
Um exemplo bom disso é a parceria feita pelo C6 Bank com a Veloe no modelo B2B2C. O banco digital passou a oferecer aos clientes a C6 Tag, uma tag para colocar no automóvel e usufruir do pagamento automático de pedágios e estacionamentos. O serviço tem a marca do banco, mas toda a operação e tecnologia desenvolvida por trás é da Veloe. Enquanto o C6 incrementa a experiência do cliente, a Veloe aumenta o portfólio.
E o mercado está se entrelaçando cada vez mais de parcerias como essa. Outra situação bastante interessante envolveu o Nubank e a Zeedog. De forma inusitada, o banco digital criou ao lado da empresa de produtos pet uma campanha pontual chamada Nudog. Após inúmeros chamados de clientes reclamando que o cachorro comeu o cartão do banco, as empresas desenvolveram um brinquedo em formato de cartão e com espaço para colocar ração dentro. Ao adquirir, o cliente ajudava uma ONG de proteção animal. A campanha gerou buzz nas redes sociais e encantou os clientes.
Assim, de acordo com cada estratégia traçada, a parceria entre empresas pode trazer diferentes benefícios. Entre eles estão aumento do alcance do público, do life time value (LTV) e da competitividade, bem como melhora da experiência ofertada e diminuição dos custos. O resultado é um só: ter uma estratégia de crescimento bem-sucedida.